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7º. Grupo Escoteiro do Ar Padre Eustáquio



Clã Itacolomi

Pioneirismo

Atividades

Notícias do Clã

Fundo de Cena


PIONEIRISMO

Organização

Chefia

Equipes

Formação

Especialmente concebido para atender às necessidades de desenvolvimento de jovens de ambos os sexos na faixa etária compreendida entre 18 e 21 anos incompletos, o programa educativo aplicado ao Ramo Pioneiro concentra sua ênfase no processo de integração do jovem ao mundo adulto que passa a ser a seu, privilegiando sobretudo o serviço à comunidade, como expressão da cidadania, e auxiliando o jovem a por em prática os valores da Promessa e da Lei Escoteiras no mundo mais amplo em que passa a viver.

O Pioneirismo é uma fraternidade de ar livre e de serviço ao próximo, para jovens adultos, que visa as seguintes finalidades:

  1. manter unidos os amigos fraternos que foram adestrados em caráter e cidadania pelo Movimento Escoteiro e receber os jovens que queiram se unir aos ideais escoteiros dessa fraternidade;
  2. constituir um centro de interesse, de realizações, de mútua ajuda e de serviço comunitário, que beneficie cada jovem individualmente, proporcionando-lhe um ambiente convivencional sadio, atividades informais, conhecimentos e informações variadas;
  3. promover atividades de campismo, excursionismo e ecológicas, visitas a lugares de interesse, comparecimento a espetáculos culturais e participação em atividades sociais, sempre direcionado para os objetivos educacionais do Escotismo; e
  4. estimular cada jovem a desenvolver todas as suas potencialidades físicas, mentais e sociais, evoluir em espiritualidade e perfeição humana e atingir a maturidade como cidadão feliz e eficiente, que é meta do Pioneirismo.

O Lema do Ramo Pioneiro é "SERVIR".

A Seção do Grupo Escoteiro que congrega os integrantes do Ramo Pioneiro é o Clã Itacolomi, formado por jovens de ambos os sexos.

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CHEFIA DO RAMO PIONEIRO

O Clã é orientado por um Mestre Pioneiro e/ou uma Mestra Pioneira, que podem ter um ou mais Assistentes.

O Mestre Pioneiro e seus Assistentes são designados e exonerados pela Diretoria do Grupo, ouvidos os Mestres Pioneiros, no que se refere aos seus Assistentes.

O Mestre Pioneiro, sob supervisão geral da Diretoria do Grupo, é responsável pelas atividades do Clã.

O Mestre Pioneiro transfere para o Conselho de Clã ou para a Comissão Administrativa do Clã a autoridade para tratar de todos os assuntos internos de administração, finanças, disciplina e programação, sem que isto o exonere de suas responsabilidades. Em decorrência, o Mestre Pioneiro detém o poder de veto, que só exercita em casos excepcionais, quando há risco para a segurança ou para a moral ou quando são violados os regulamentos escoteiros. A decisão de aplicar o poder de veto é imediatamente comunicada à Diretoria do Grupo.

Ao Mestre Pioneiro compete:

  1. assessorar a Comissão Administrativa do Clã, capacitando seus membros para o bom desempenho dos seus cargos;
  2. criar no Clã um clima convivencial adequado, de modo que cada um sinta, no encontro e no diálogo, o vínculo essencial e existencial que o une a todos os outros, baseado na aceitação, no respeito e na boa vontade, isento de preconceitos, suspeitas, dominação ou submissão;
  3. assumir, nas relações interpessoais com os Pioneiros, uma posição libertadora, propiciando-lhes, em todos os assuntos, a livre opção, procurando oferecer-lhes visão dos vários aspectos ou opiniões que envolvem cada questão ou problema, criando condições para o alargamento de seus pontos de vista e favorecendo a abertura para novos campos de pensamento e ação;
  4. fazer com que cada Pioneiro se torne a cada dia mais confiante em si, independente, capaz de avaliar e tomar decisões, de ter autocontrole e de ter condições de assumir responsabilidades crescentes, por efeito natural da participação nas atividades coletivas e nas equipes de trabalho ou de interesse, ou pela orientação individual não diretiva;
  5. incentivar os membros do Clã a realizarem atividades individuais de desenvolvimento, não só em assuntos escoteiros mas, e principalmente, continuando seus estudos técnicos, profissionais, universitários ou em cursos livres sobre qualquer assunto cultural, artístico ou religioso ou, ainda, participando de cursos de capacitação para melhor servir ao próximo e à comunidade.

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EQUIPES DE INTERESSE

O Clã forma equipes de trabalho ou de interesse quando é necessário para a realização de pesquisas, de atividades, de aprendizagem ou de serviços ou para qualquer outra finalidade especial.

Nas equipes de trabalho ou de interesse, de efetivo e composição variáveis, são reunidos, preferencialmente, Pioneiros que se apresentam voluntariamente, movidos pelo interesse em participar ou pelos conhecimentos de que sejam detentores sobre o tema do projeto ou da tarefa a realizar.

Essas equipes são de caráter transitório e duram apenas o tempo necessário para cumprir sua missão e realizar uma avaliação do empreendimento. Um pioneiro pode participar de mais de uma equipe a um só tempo, de acordo com seus interesses e sua disponibilidade de tempo.

As equipes são dirigidas por um Líder e um Vice-Líder, especialmente eleitos pela equipe; normalmente, a escolha recai sobre os Pioneiros que tenham maiores conhecimentos sobre o tema com que se defronta a equipe.

As equipes adotam o nome de um brasileiro ilustre, já falecido, ou são identificadas pelo próprio tema do projeto a que se dedicam.

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FORMAÇÃO DO RAMO PIONEIRO

Estágio Probatório

A duração do Estágio Probatório pode variar de acordo com a necessidade mínima para completar as etapas, para observação de adaptação do/a jovem ao clã pioneiro, bem como preparação para a investidura como pioneiro/a. As etapas são:

  1. Ler e analisar, em conjunto com os padrinhos e/ou mestre pioneiro/mestra pioneira, a Carta Pioneira e o P.O.R. do ramo pioneiro;
  2. Ler o livro "Caminho para o Sucesso" e/ou "Lições da Escola da Vida" e debater um de seus assuntos com o clã;
  3. Saber montar um acampamento, de acordo com o livro "Padrões de Acampamento";
  4. Participar de uma atividade comunitária, uniformizado;
  5. Debater com um ou mais Escotistas, preferencialmente o Chefe de Grupo, sobre as Seções 26 - Da Seleção, Nomeação e Motivação de Escotistas, e 27 - Da Formação de Escotistas, do P.O.R. ;
  6. Realizar as seguintes proposições:
    • planejar um acampamento de fim de semana para uma seção completa;
    • etapas de aplicação de técnicas escoteiras sugeridas pelo confidente e aprovada pelo Clã pioneiro;
  7. Realizar duas das seguintes proposições:
    • participar de uma atividade de cunho cultural, promovendo posteriormente um debate com o Clã pioneiro;
    • participar de um debate com o Clã e com outros jovens da faixa etária, sobre um problema social ou ecológico de sua região;
    • participar de uma atividade de divulgação do Ramo Pioneiro ou do Movimento Escoteiro;
  8. Ter o Nome Místico aprovado pelo Conselho do Clã após apresentar ao mesmo uma pesquisa mística sigilosa sobre a vida e a obra do homenageado, expondo os motivos da escolha.
  9. Compreender e vivenciar os fundamentos do Escotismo Brasileiro;

Insígnia Pioneira

Para conquistar a insígnia pioneira, o pioneiro/pioneira deverá realizar as seguintes etapas:

  1. Realizar duas das proposições abaixo, sendo obrigatório a primeira:
    1. Fazer um estágio supervisionado por um Escotista durante, pelo menos, três meses, junto a uma Seção de seu grupo ou Distrito Escoteiro e ser aprovado em um curso preliminar; caso o curso não venha sendo oferecido na Região e na própria área, pode ser aberta uma exceção nesse ítem, desde que o pioneiro/pioneira assuma o compromisso de participar do primeiro curso que venha a ser oferecido em sua Região;
    2. Organizar e participar junto com o Clã pioneiro de uma atividade de ação comunitária ou de cunho conservacionista;
    3. Cooperar em atividade escoteira distrital ou regional;
    4. Ser instrutor da Insíginia Mundial de Conservacionismo ou das especialidades da área de serviço público e grupo de serviços.
  2. Realizar, no mínimo, duas das seguintes proposições:
    1. Ter um curso de técnicas escoteira;
    2. Planejar e executar uma pioneiria a nível de médio porte, respeitando os princípios de conservacionismo;
    3. Participar de uma atividade pioneira a nível nacional ou internacional (Mutirão Pioneiro, sub-campo pioneiro em acampamentos, Rover Moot, Fórum Pioneiro,etc);
    4. Planejar e organizar uma palestra ilustrada a ser desenvolvida por uma equipe de sua escolha, com apoio de conservacionismo (solo, água, flora ou fauna), a ser levada a Grupos Escoteiros e/ou escolas;
    5. Organizar e realizar um círculo de debates no Clã Pioneiro.

Insígnia de Cidadania

Para conquistar a Insígnia de Cidadania, o pioneiro/pioneira deverá realizar as seguintes etapas:

  1. Conhecer os direitos, deveres e garantias do indivíduo estabelecidas na Constituição Brasileira e discutí-los com o Clã Pioneiro;
  2. Realizar um projeto profissional de escolha do pioneiro/pioneira, com duração mínima de três meses, cuja execução e relatório final serão acompanhados por profissional da respectiva área;
  3. Realizar três das seguintes proposições:
    1. Conhecer a Declaração Universal dos Direitos do Homem e discutí-las com o Clã Pioneiro;
    2. Elaborar um esquema de mobilização de Grupo Escoteiro para auxílio em casos de calamidade ou grandes serviços;
    3. Ter um bom conhecimento da Fraternidade Escoteira e estar em contato com um pioneiro/pioneira de pelo menos dois países;
    4. Organizar e apresentar ao Clã Pioneiro um trabalho de cunho cultural de sua escolha;
    5. Etapa de aplicação de cidadania sugerida pelo pioneiro/a e aprovada pela Comissão Administrativa do Clã.

PADRINHOS

Uma vez aceito pelo Clã, todo candidato a Pioneiro tem direito à escolha, em comum acordo com o Conselho do Clã, de um ou dois Padrinhos, para ajudá-lo na sua formação.

PIONEIRO INSTRUTOR

Sem prejuízo de sua atuação no Clã, o Pioneiro pode se tornar instrutor nos demais Ramos.

NOMEAÇÃO DE PIONEIROS COMO ESCOTISTAS

O Pioneiro pode ser nomeado para atuar como Escotista em outra Seção do Grupo, sem deixar de ser membro do Clã, mantendo seus deveres como Escotista em primeiro lugar.

SAÍDA DO CLÃ

Ao completar 21 anos, o jovem deixa o Clã, podendo dar prosseguimento à sua vida escoteira, agora como adulto.

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ATIVIDADES

Após a investidura, o Pioneiro integra-se plenamente ao Clã Pioneiro, visando o autodesenvolvimento integral da personalidade e aproveitando as variadas atividades e oportunidades para a correção de suas deficiências pessoais. Este desenvolvimento se faz por meio de:

  1. atividades coletivas;
  2. atividades individuais de formação; e
  3. atividades de solidariedade e serviço ao próximo, ao seu Grupo Escoteiro e de desenvolvimento da comunidade.

A vitalidade e o sucesso de um Clã Pioneiro depende totalmente da atitude pessoal dos seus membros e da colaboração ativa que cada um traga às realizações do Grupo.

São programadas com freqüência atividades de serviço e desenvolvimento comunitário, sempre que necessário precedidas por uma preparação intensiva, para que o serviço prestado seja realmente o melhor possível. Há uma rigorosa seleção dessas atividades, levando-se em conta que sejam realmente apropriadas para adultos e que estejam dentro das necessidades e possibilidades dos Pioneiros e do Clã.

ATIVIDADES CO-EDUCATIVAS NO RAMO PIONEIRO

As atividades envolvendo moças e rapazes são uma constante na vida do Clã.

Nos acampamentos, são destinadas barracas distintas para homens e mulheres, a fim de assegurar a necessária privacidade a cada sexo.

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A CONJURAÇÃO MINEIRA

Histórico

Hino do Itacolomi

O Mártir

Segundo a proposta original de Baden Powell, o fundo de cena que mais se adequaria ao Ramo Pioneiro era a "Cavalaria Andante" e sua eterna busca pelo "Santo Graal". Por isto, tanto esta idéia quanto suas cerimônias são as mais difundidas hoje no Pioneirismo brasileiro. O Clã Itacolomi, entretanto, preferiu adaptá-la à nossa realidade, baseando suas atividades na Conjuração Mineira e sua "eterna" busca pela Liberdade. Todas as cerimônias, nomes e símbolos foram adaptados da proposta original, facilitando o relacionamento com os Clãs que possuem fundo de cena (ou "mística") distintos. Assim, nossos "Cavaleiros" são "Confidentes" e nosso "Santo Graal" se chama "Libertas".

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HISTÓRICO

A Conjuração Mineira (1789) foi um movimento que manifestou o descontentamento de um grupo de intelectuais, mineradores, fazendeiros, clérigos e militares com as inúmeras taxações da Coroa portuguesa, particularmente pesadas devido ao esgotamento da mineração de diamantes e do ouro de aluvião das Gerais. Entusiastas das idéias liberais aprendidas nos livros "franceses", proibidos na colônia, ou nas universidades européias, os conjurados defendiam a livre produção e comércio, o desenvolvimento das manufaturas têxteis e da siderurgia, a fundação de uma universidade em Vila Rica e a mudança da capital de Minas Gerais para São João del Rei. O projeto dos inconfidentes, segundo a maior parte dos documentos oficiais, não incluía a abolição da escravidão.

Para a data do levante foi escolhida a da cobrança da derrama, o que não aconteceu pela traição de Joaquim Silvério dos Reis, que teve perdoado seu débito com a Fazenda Real. Os conjurados foram presos em Minas Gerais por ordem do visconde de Barbacena, e Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes) foi detido no Rio por diligência do vice-rei Luís de Vasconcelos e Sousa. O processo prolongou-se até 1792 no Rio de Janeiro, para onde haviam sido conduzidos os acusados. A primeira sentença da Alçada de Inconfidência condenou onze à morte e outros ao degredo perpétuo na África. Esta decisão foi posteriormente modificada: punia Tiradentes com a forca, enquanto Tomás Antônio Gonzaga, Alvarenga Peixoto e outros recebiam a pena de exílio em possessões portuguesas na África. Os padres, entre eles o cônego Luís Vieira da Silva, foram enviados para conventos penitenciários em Portugal.

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O ENFORCAMENTO DE TIRADENTES

Às 4 horas da manhã bateram à porta daquela masmorra na Ilha das Cobras, no litoral do Rio de Janeiro, onde Joaquim José da Silva Xavier estava há mais de 3 anos. Vinham cortar-lhe os cabelos, na verdade raspá-los. E fazer a barba de uma semana apenas. Esta a única vaidade que lhe era permitida ali, fazer a barba. Além da lavagem que era a sua refeição e da friagem daquela masmorra, tendo os ratos, percevejos e baratas como companhia, nada mais lhe restava. As poucas audiências, acareações e interrogatórios, seis no total, foram as únicas vezes que teve a oportunidade de exercitar a sua antes natural destreza no falar. Mas agora nada mais importava! Todos os pedidos de perdão tinham-se esgotado. Todos os seus companheiros tinham conseguido que suas penas se transformassem em degredo para a África. Só para si tinha sobrado a forca. Alguém tinha de pagar, de servir de exemplo. E por quê não ele? O único que não possuía posses. É verdade que nos últimos tempos tinha sido ele quem mais aparecia. Nas tavernas da estrada para o Rio de Janeiro, bebericando uma aguardente com quem por lá estivesse, a sua natural simpatia fazia com que a sua língua soltasse. Mas não era só sob o efeito da bebida que ele soltava a língua. A sua convivência com os doutores que vinham da Europa e contavam-lhe dos avanços acontecidos na França e principalmente nas colônias inglesas da América do Norte faziam com que ele acreditasse de fato que o mesmo iria acontecer pelas Minas Gerais. Riquesas é que não faltavam. Diziam mesmo que eram mais ricos que todas as colônias da América do Norte juntas. E sem escrúpulos ia alardeando para todos as suas idéias libertárias. Era natural então que sobrasse para ele. Se alguém tinha de pagar seria ele. E aquele apelido que vinha de mocinho quando o seu pai lhe ensinou a prática de arrancar dentes, e que em muitas ocasiões tinha lhe ajudado na sobrevivência e, principalmente, a arranjar amigos por toda a parte, Tiradentes, passaria a entrar para a história, não só da sua capitania, mas de todo o Brasil. Como o mártir que sonhou com a libertação do Brasil do colonialismo Portugues. Até às onze e trinta daquele dia, 21 de abril de 1792, com a cabeça e o rosto raspados, com um amigo de farra lhe pedindo desculpas por ter de cumprir a ordem e ser seu carrasco, e um padre franciscano, esquecido do espírito de sua ordem, não poupando elogios à rainha e sua magnanimidade ao invés de orar pelo ser humano que ali estava em vias de ser enforcado, esse mineiro falastrão, bon vivant, sem dinheiro, um incompetente nos negócios, iria dar o primeiro passo na concretização de seu sonho de liberdade e à sua glorificação para as gerações futuras como o herói da independência.

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LIBERTAS
Sagrado Coração da Terra

Ouça (2,6 Mb) esta canção,
adotada como hino pelo Clã Itacolomi

Como é difícil cantar o sublime
Num país de miséria e prosperidade
Se em nossas ruas crianças são bichos
Como falar da Mãe Liberdade?

Quantas vezes mais teremos que morrer pela utopia
Mártires do grande sonho humano:
A comunhão, a tribo, o amor, o pão, a Liberdade

Me diz quem é livre e senhor de si mesmo
Que não é escravo de suas paixões
Quem domina a sua mente e seus medos
Na voragem de fogo dos corações

Na febre das grandes cidades
Quem não sofre o jugo e arrasta grilhões
Com o peso da dor da humanidade
Quem não chora perdido na noite?

Alguém nos falou da Liberdade: olhai os lírios do campo
E as aves do céu; não semeiam, nem fiam: escutai seu canto
No coração da Amazônia, nas cavernas do Himalaia
O curumim e o sábio sabem andar no fio da navalha

Liberdade - só esses podem chamar teu nome
Abre as asas sobre nós e mata nossa fome
Como pode o teu mundo nascer
Se o velho homem em nós não morrer?
Sê nossa Mãe e nossa luz
Nosso farol, Liberdade ainda que tarde!

A rosa estrela me diz:
Já vejo a glória da manhã
As águas douradas de aquário vertidas em nós
LIBERTAS QUAE SERÁ TAMEM!

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