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Especialmente concebido para atender às necessidades de desenvolvimento de jovens de ambos os sexos na faixa etária compreendida entre 18 e 21 anos incompletos, o programa educativo aplicado ao Ramo Pioneiro concentra sua ênfase no processo de integração do jovem ao mundo adulto que passa a ser a seu, privilegiando sobretudo o serviço à comunidade, como expressão da cidadania, e auxiliando o jovem a por em prática os valores da Promessa e da Lei Escoteiras no mundo mais amplo em que passa a viver.
O Pioneirismo é uma fraternidade de ar livre e de serviço ao próximo, para jovens adultos, que visa as seguintes finalidades:
O Lema do Ramo Pioneiro é "SERVIR".
A Seção do Grupo Escoteiro que congrega os integrantes do Ramo Pioneiro é o Clã Itacolomi, formado por jovens de ambos os sexos.
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O Clã é orientado por um Mestre Pioneiro e/ou uma Mestra Pioneira, que podem ter um ou mais Assistentes.
O Mestre Pioneiro e seus Assistentes são designados e exonerados pela Diretoria do Grupo, ouvidos os Mestres Pioneiros, no que se refere aos seus Assistentes.
O Mestre Pioneiro, sob supervisão geral da Diretoria do Grupo, é responsável pelas atividades do Clã.
O Mestre Pioneiro transfere para o Conselho de Clã ou para a Comissão Administrativa do Clã a autoridade para tratar de todos os assuntos internos de administração, finanças, disciplina e programação, sem que isto o exonere de suas responsabilidades. Em decorrência, o Mestre Pioneiro detém o poder de veto, que só exercita em casos excepcionais, quando há risco para a segurança ou para a moral ou quando são violados os regulamentos escoteiros. A decisão de aplicar o poder de veto é imediatamente comunicada à Diretoria do Grupo.
Ao Mestre Pioneiro compete:
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O Clã forma equipes de trabalho ou de interesse quando é necessário para a realização de pesquisas, de atividades, de aprendizagem ou de serviços ou para qualquer outra finalidade especial.
Nas equipes de trabalho ou de interesse, de efetivo e composição variáveis, são reunidos, preferencialmente, Pioneiros que se apresentam voluntariamente, movidos pelo interesse em participar ou pelos conhecimentos de que sejam detentores sobre o tema do projeto ou da tarefa a realizar.
Essas equipes são de caráter transitório e duram apenas o tempo necessário para cumprir sua missão e realizar uma avaliação do empreendimento. Um pioneiro pode participar de mais de uma equipe a um só tempo, de acordo com seus interesses e sua disponibilidade de tempo.
As equipes são dirigidas por um Líder e um Vice-Líder, especialmente eleitos pela equipe; normalmente, a escolha recai sobre os Pioneiros que tenham maiores conhecimentos sobre o tema com que se defronta a equipe.
As equipes adotam o nome de um brasileiro ilustre, já falecido, ou são identificadas pelo próprio tema do projeto a que se dedicam.
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A duração do Estágio Probatório pode variar de acordo com a necessidade mínima para completar as etapas, para observação de adaptação do/a jovem ao clã pioneiro, bem como preparação para a investidura como pioneiro/a. As etapas são:
Para conquistar a insígnia pioneira, o pioneiro/pioneira deverá realizar as seguintes etapas:
Para conquistar a Insígnia de Cidadania, o pioneiro/pioneira deverá realizar as seguintes etapas:
Uma vez aceito pelo Clã, todo candidato a Pioneiro tem direito à escolha, em comum acordo com o Conselho do Clã, de um ou dois Padrinhos, para ajudá-lo na sua formação.
Sem prejuízo de sua atuação no Clã, o Pioneiro pode se tornar instrutor nos demais Ramos.
O Pioneiro pode ser nomeado para atuar como Escotista em outra Seção do Grupo, sem deixar de ser membro do Clã, mantendo seus deveres como Escotista em primeiro lugar.
Ao completar 21 anos, o jovem deixa o Clã, podendo dar prosseguimento à sua vida escoteira, agora como adulto.
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Após a investidura, o Pioneiro integra-se plenamente ao Clã Pioneiro, visando o autodesenvolvimento integral da personalidade e aproveitando as variadas atividades e oportunidades para a correção de suas deficiências pessoais. Este desenvolvimento se faz por meio de:
A vitalidade e o sucesso de um Clã Pioneiro depende totalmente da atitude pessoal dos seus membros e da colaboração ativa que cada um traga às realizações do Grupo.
São programadas com freqüência atividades de serviço e desenvolvimento comunitário, sempre que necessário precedidas por uma preparação intensiva, para que o serviço prestado seja realmente o melhor possível. Há uma rigorosa seleção dessas atividades, levando-se em conta que sejam realmente apropriadas para adultos e que estejam dentro das necessidades e possibilidades dos Pioneiros e do Clã.

As atividades envolvendo moças e rapazes são uma constante na vida do Clã.
Nos acampamentos, são destinadas barracas distintas para homens e mulheres, a fim de assegurar a necessária privacidade a cada sexo.
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Histórico |
Hino do Itacolomi |
O Mártir |
Segundo a proposta original de Baden Powell, o fundo de cena que mais se adequaria ao Ramo Pioneiro era a "Cavalaria Andante" e sua eterna busca pelo "Santo Graal". Por isto, tanto esta idéia quanto suas cerimônias são as mais difundidas hoje no Pioneirismo brasileiro. O Clã Itacolomi, entretanto, preferiu adaptá-la à nossa realidade, baseando suas atividades na Conjuração Mineira e sua "eterna" busca pela Liberdade. Todas as cerimônias, nomes e símbolos foram adaptados da proposta original, facilitando o relacionamento com os Clãs que possuem fundo de cena (ou "mística") distintos. Assim, nossos "Cavaleiros" são "Confidentes" e nosso "Santo Graal" se chama "Libertas".

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A Conjuração Mineira (1789) foi um movimento que manifestou o descontentamento de um grupo de intelectuais, mineradores, fazendeiros, clérigos e militares com as inúmeras taxações da Coroa portuguesa, particularmente pesadas devido ao esgotamento da mineração de diamantes e do ouro de aluvião das Gerais. Entusiastas das idéias liberais aprendidas nos livros "franceses", proibidos na colônia, ou nas universidades européias, os conjurados defendiam a livre produção e comércio, o desenvolvimento das manufaturas têxteis e da siderurgia, a fundação de uma universidade em Vila Rica e a mudança da capital de Minas Gerais para São João del Rei. O projeto dos inconfidentes, segundo a maior parte dos documentos oficiais, não incluía a abolição da escravidão.
Para a data do levante foi escolhida a da cobrança da derrama, o que não aconteceu pela traição de Joaquim Silvério dos Reis, que teve perdoado seu débito com a Fazenda Real. Os conjurados foram presos em Minas Gerais por ordem do visconde de Barbacena, e Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes) foi detido no Rio por diligência do vice-rei Luís de Vasconcelos e Sousa. O processo prolongou-se até 1792 no Rio de Janeiro, para onde haviam sido conduzidos os acusados. A primeira sentença da Alçada de Inconfidência condenou onze à morte e outros ao degredo perpétuo na África. Esta decisão foi posteriormente modificada: punia Tiradentes com a forca, enquanto Tomás Antônio Gonzaga, Alvarenga Peixoto e outros recebiam a pena de exílio em possessões portuguesas na África. Os padres, entre eles o cônego Luís Vieira da Silva, foram enviados para conventos penitenciários em Portugal.

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Às 4 horas da manhã bateram à porta daquela masmorra na Ilha das Cobras, no litoral do Rio de Janeiro, onde Joaquim José da Silva Xavier estava há mais de 3 anos. Vinham cortar-lhe os cabelos, na verdade raspá-los. E fazer a barba de uma semana apenas. Esta a única vaidade que lhe era permitida ali, fazer a barba. Além da lavagem que era a sua refeição e da friagem daquela masmorra, tendo os ratos, percevejos e baratas como companhia, nada mais lhe restava. As poucas audiências, acareações e interrogatórios, seis no total, foram as únicas vezes que teve a oportunidade de exercitar a sua antes natural destreza no falar. Mas agora nada mais importava! Todos os pedidos de perdão tinham-se esgotado. Todos os seus companheiros tinham conseguido que suas penas se transformassem em degredo para a África. Só para si tinha sobrado a forca. Alguém tinha de pagar, de servir de exemplo. E por quê não ele? O único que não possuía posses. É verdade que nos últimos tempos tinha sido ele quem mais aparecia. Nas tavernas da estrada para o Rio de Janeiro, bebericando uma aguardente com quem por lá estivesse, a sua natural simpatia fazia com que a sua língua soltasse. Mas não era só sob o efeito da bebida que ele soltava a língua. A sua convivência com os doutores que vinham da Europa e contavam-lhe dos avanços acontecidos na França e principalmente nas colônias inglesas da América do Norte faziam com que ele acreditasse de fato que o mesmo iria acontecer pelas Minas Gerais. Riquesas é que não faltavam. Diziam mesmo que eram mais ricos que todas as colônias da América do Norte juntas. E sem escrúpulos ia alardeando para todos as suas idéias libertárias. Era natural então que sobrasse para ele. Se alguém tinha de pagar seria ele. E aquele apelido que vinha de mocinho quando o seu pai lhe ensinou a prática de arrancar dentes, e que em muitas ocasiões tinha lhe ajudado na sobrevivência e, principalmente, a arranjar amigos por toda a parte, Tiradentes, passaria a entrar para a história, não só da sua capitania, mas de todo o Brasil. Como o mártir que sonhou com a libertação do Brasil do colonialismo Portugues. Até às onze e trinta daquele dia, 21 de abril de 1792, com a cabeça e o rosto raspados, com um amigo de farra lhe pedindo desculpas por ter de cumprir a ordem e ser seu carrasco, e um padre franciscano, esquecido do espírito de sua ordem, não poupando elogios à rainha e sua magnanimidade ao invés de orar pelo ser humano que ali estava em vias de ser enforcado, esse mineiro falastrão, bon vivant, sem dinheiro, um incompetente nos negócios, iria dar o primeiro passo na concretização de seu sonho de liberdade e à sua glorificação para as gerações futuras como o herói da independência.
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Ouça (2,6 Mb) esta canção,
adotada como hino pelo Clã Itacolomi
Como é difícil cantar o sublime
Num país de miséria e prosperidade
Se em nossas ruas crianças são bichos
Como falar da Mãe Liberdade?
Quantas vezes mais teremos que morrer pela utopia
Mártires do grande sonho humano:
A comunhão, a tribo, o amor, o pão, a Liberdade
Me diz quem é livre e senhor de si mesmo
Que não é escravo de suas paixões
Quem domina a sua mente e seus medos
Na voragem de fogo dos corações
Na febre das grandes cidades
Quem não sofre o jugo e arrasta grilhões
Com o peso da dor da humanidade
Quem não chora perdido na noite?
Alguém nos falou da Liberdade: olhai os lírios do campo
E as aves do céu; não semeiam, nem fiam: escutai seu canto
No coração da Amazônia, nas cavernas do Himalaia
O curumim e o sábio sabem andar no fio da navalha
Liberdade - só esses podem chamar teu nome
Abre as asas sobre nós e mata nossa fome
Como pode o teu mundo nascer
Se o velho homem em nós não morrer?
Sê nossa Mãe e nossa luz
Nosso farol, Liberdade ainda que tarde!
A rosa estrela me diz:
Já vejo a glória da manhã
As águas douradas de aquário vertidas em nós
LIBERTAS QUAE SERÁ TAMEM!
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